Enquanto a história se fundamenta sobre um saber universal aceitável, para a memória a presença do passado no presente é fundamental para a legitimação de certos saberes ou hierarquizações e para articular as narrativas do passado vivido à percepção do presente pretendido, como afirma Chartier (2007).
Os documentos e as lembranças de nossa História formam o patrimônio histórico e artístico nacional. Este representa a maior riqueza de um povo, pois nele está contida sua memória, sua cultura, seu modo de pensar e de agir, abrange o patrimônio material e imaterial.
Segundo Pelegrini (2006), as noções de patrimônio cultural estão vinculadas ás de lembrança e de memória, que são fundamentais no que diz respeito a ações patrimonialistas, uma vez que os bens culturais são preservados em função da relação que mantêm com as identidades culturais.
Essa orientação está exposta no texto bíblico que diz: “Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor”.
Na celebração da Santa Ceia, que geralmente é realizada uma vez ao mês no calendário das igrejas, são representados o corpo e o sangue de Cristo que se entregou para purificar o seu povo do pecado, e os dar a Paz.
Simbologia do pão na Santa Ceia Em sua última ceia com os apóstolos, Jesus partilhou pão e vinho, lembrando serem estes o seu corpo e o seu sangue, ofertados pela salvação dos homens. O ato de partilhar o pão tornou-se, assim, um sacramento cristão. ... Veja também os significados dos símbolos Vinho e Sangue.
No mundo religioso a ceia é celebrada uma vez por ano, a cada 6 meses, a cada mês ou a cada 15 dias. Não existe um critério. Na igreja de Deus a ceia é celebrada todos os domingos, o critério é o Novo Testamento.
Disse-lhes: Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. Estando eles comendo, tomou Jesus o pão e, tendo dado graças, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei; este é o meu corpo.
Discípulos de costas Ao contrário dos outros discípulos, três apóstolos à esquerda de Jesus estão de costas para Ele, como se estivessem confabulando. O trio é, originalmente, formado por Mateus, Judas Tadeu e Simão. Da Vinci, no entanto, muda os personagens.
"A Última Ceia aconteceu na quarta-feira, 1.º de abril de 33 d.C., e a crucifixão na sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C.", diz o professor de ciência dos materiais em Cambridge. Humphreys acredita que sua pesquisa não só estabelece definitivamente as datas, como soluciona um aparente conflito nos relatos do evangelho.
Jesus está no centro da mesa e em cada lado da figura estão seis de seus apóstolos, totalizando os doze: Pedro, João, Tiago (filho de Zebedeu), Tiago (Filho de Alfeu), André, Mateus, Bartolomeu, Simão Zelote, Felipe, Tomé, Judas Tadeu e Judas Iscariotes.
Santa Maria delle Grazie
1495–1498
Segundo a Bíblia, o traidor é Judas Iscariotes – único da cena com o rosto parcialmente encoberto por uma sombra.
Leonardo da Vinci
Leonardo da Vinci
Esqueça a boa e velha mesa: ao contrário do que achava Leonardo da Vinci, a Santa Ceia provavelmente aconteceu em torno de um triclínio, um móvel baixinho e em forma de U que era o mais empregado em celebrações da Antigüidade.